Senado aprova PEC 55 e ataca manifestantes, pobres pagarão a conta

Com toda atenção voltada para a tragédia do avião o Senado se aproveitou para votar a PEC 55 na surdina, manifestantes foram atacados em frente ao congresso e pobres deverão pagar a conta, dizem especialistas alemães. Confira como votou cada parlamentar.

Aproveitando-se da tragédia que comoveu todo o país nesta terça com o acidente que vitimou parte do time de futebol  Chapecoense, na surdina o Senado Federal resolveu colocar em pauta a votação da polêmica PEC 55, que limita os gastos da União nos próximos 20 anos.  A emenda é uma das maiores apostas de Michel Temer para tentar conseguir um equilíbrio das contas, alvo de muitas críticas a proposta é denominada por muitos como PEC da maldade pois atinge grandes áreas de investimento consideradas essenciais para a população como Saúde e Educação. A votação foi concluída na madrugada desta quarta-feira e aprovada em primeiro turno, a votação em segundo turno está prevista para o dia 13 de dezembro e no dia 15 a sanção presidencial. Algumas tentativas de mudança e alteração ao texto foram feitas e todas acabaram sendo negadas, uma delas era justamente a que excluía do teto os investimentos em saúde e educação. 61 Senadores votaram a favor e apenas 14 foram contra, precisava-se de apenas três quintos dos votos (49 dos 81) para aprovar, o mesmo vale para a votação que será feita dia 13/12 em segundo turno na Casa.

 

Do lado de fora cerca de 30 mil manifestantes, segundo a Mídia Ninja, se reuniram para lutar contra a aprovação da proposta e foram surpreendidos com uma forte repressão militar com tiros de balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta. Segundo registros muitas pessoas ficaram feridas, algumas foram detidas e outras relataram abuso policial com violência e tortura afim de intimidar o ato. Confira a publicação:

 

 

Em entrevista ao veículo online DW Brasil, alguns analistas alemães criticaram a proposta afirmando ser algo que está à margem da maioria da população e aqueles que mais precisam do serviço do estado, os mais pobres, que deverão pagar a conta do ajuste pois o governo não terá como manobra espaço algum para aumentar serviços básicos de saúde e educação após a economia do país voltar a crescer. Em um país extremamente desigual a medida adotada deveria ser o contrário: “Ampliar os direitos e melhorar as condições de vida da população”, afirmou Gerhard Dilger.

 

Veja como votou cada Senador:

 

VOTARAM A FAVOR DA PROPOSTA:

 

PMDB (16)
Dário Berger (SC)
Edison Lobão (MA)
Eduardo Braga (AM)
Eunício Oliveira (CE)
Garibadi Alves Filho (RN)
Hélio José (DF)
Jader Barbalho (PA)
João Alberto (MA)
José Maranhão (PB)
Marta Suplicy (SP)
Raimundo Lira (PB)
Romero Jucá (RR)
Rose de Freitas (ES)
Simone Tebet (MS)
Valdir Raupp (RO)
Waldemir Moka (MS)

 

PSDB (12)
Aécio Neves (MG)
Aloysio Nunes (SP)
Antonio Anastasia (MG)
Ataídes Oliveira (TO)
Dalírio Beber (SC)
Deca (PB)
Flexa Ribeiro (PA)
José Anibal (SP)
Paulo Bauer (SC)
Pinto Itamaraty (MA)
Ricardo Ferraço (ES)
Tasso Jereissati (CE)

 

PP (7)
Ana Amélia (RS)
Benedito de Lira (AL)
Ciro Nogueira (PI)
Gladson Cameli (AC)
Ivo Cassol (RO)
Roberto Muniz (BA)
Wilder Morais (GO)

 

PSD (4)
José Medeiros (MT)
Omar Aziz (AM)
Otto Alencar (BA)
Sérgio Petecão (AC)

 

PR (4)
Cidinho Santos (MT)
Magno Malta (ES)
Vicentinho Alves (TO)
Wellington Fagundes (MT)

 

DEM (3)
Davi Alcolumbre (AP)
José Agripino Maia (RN)
Ronaldo Caiado (GO)

 

PSB (3)
Antônio Carlos Valadares (SE)
Fernando Coelho (PE)
Lúcia Vânia (GO)

 

PTB (3)
Armando Monteiro (PE)
Elmano Férrer (PI)
Zezé Perrella (MG)

 

PSC (2)
Eduardo Amorim (SE)
Pedro Chaves (MS)

 

PDT (2)
Lasier Martins (RS)
Pastor Valadares (RO)

 

PV
Álvaro Dias (PR)

 

PRB
Marcello Crivella (RJ)

 

PPS
Cristovam Buarque (DF)

 

PTC
Fernando Collor (AL)

 

Sem partido
Reguffe (DF)

 

VOTARAM CONTRA A PROPOSTA:

 

PMDB
Kátia Abreu (TO)

 

PT (9)
Ângela Portela (RR)
Fátima Bezerra (RN)
Gleisi Hoffmann (PR)
Humberto Costa (PE)
José Pimentel (CE)
Lindbergh Farias (RJ)
Paulo Paim (RS)
Paulo Rocha (PA)
Regina Sousa (PI)

 

PSB (2)
João Capiberibe (SE)
Lídice da Mata (BA)

 

Rede
Randolfe Rodrigues (AP)

 

PC do B
Vanessa Grazziotin (AM)

 

 

 

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