Em 24h, 2 ex-governadores do RJ presos e sérias acusações

Na manhã da quarta-feira dia 16, o ex-governador do RJ, Anthony Garotinho (PR), foi preso em seu apartamento na Zona Sul da capital carioca em operação denominada Chequinho, o político acusado teria usado um programa social para compra de votos na cidade de Campos, no Norte Fluminense. No dia seguinte foi preso outro ex-governador, Sérgio Cabral (PMDB), alvo de dois mandatos de prisão preventiva na operação denominada Calicute sob suspeita de receber milhões de propina em dinheiro desviado de obras do governo do estado, o desvio pode chegar a R$ 220 milhões de reais, os dois poderão seguir para o mesmo presídio, Bangu 8.

 

A esposa do político, Rosinha Garotinho, comanda a prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), Anthony atua como secretário de governo na administração local. A acusação da Polícia Federal é que Garotinho teria usado o programa social chamado Cheque-cidadão para fins eleitorais através de compras de votos nas eleições de outubro desse ano, onde o candidato apoiado pelo grupo de Garotinho foi derrotado, a defesa nega a acusação. O programa Cheque-Cidadão foi um dos principais motes das campanhas de Garotinho, criado na sua gestão à frente do governo do estado do RJ em  1999 e implantado também no município de Campos que consiste em um auxílio mensal de R$ 200 reais ás famílias de baixa renda, com critérios bem semelhantes ao bolsa família. O programa provocou suspeitas quando foi suspenso por um longo tempo alegando como motivos o recadastramento e a crise financeira, a Polícia Federal calcula que o Cheque-Cidadão ficou parado durante anos eo mais intrigante foi seu repentino crescimento onde em apenas 2 meses passou de 12 mil para 30 mil beneficiários, desde junho de 2016 a PF vinha acompanhando essa questão que evidencia a suspeita do uso para amarrar os votos comprando os eleitores, acredita a PF em depoimentos dados á BBC. A defesa também nega a paralisação, afirma que o programa nunca foi suspenso e só foi ampliado devido a um aporte que recebeu em maio de R$ 500 milhões de reais.

 

No caso do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), os pedidos de prisões preventivas vieram do Rio de Janeiro e de Curitiba, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro e outro pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba-PR. O político é acusado de receber propina em troca de concessão de grandes obras como a reforma do estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, o PAC Favelas e outros. O Ministério Público Federal acredita que Cabral tenha recebido mais de R$ 2,7 milhões em espécie da Andrade Gutierrez devido a contratos em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador também foi levada através de condição coercitiva para depor a polícia e logo após ser liberada. O MPF também determinou sequestro e arresto de bens do ex-governador e outras 11 pessoas físicas e 41 pessoas jurídicas, o processo teve como base a delação premiada feita pelo empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta, da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. Sérgio Cabral já confirmou anteriormente que o empresário deu de presente anel para sua esposa que custou cerca de R$ 800 mil reais. Em vídeo divulgado no Youtube em 2012, o casal aparece em jantar luxuoso na Europa com o empresário, confira:

 

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